• Rodolpho Hoth Hoth

Negociação X Negociata, uma grande diferença que o Realidade do Povo desconhece

Atualizado: Abr 28

A publicação entitulada de "Blogueiro tenta negociata na administração" revela total desconhecimento da distinção entre as palavras negociata e negociação. E para completar, a resposta de Marcelo Piauí, que inadvertidamente e enganado proferiu ao Blog RPD, acabaram por revelar total falta de isenção e de impessoalidade.


Negociação é ato lícito e salutar para comunhão de interesses: "A negociação é a forma de chegar a determinados objetivos por meio de acordos, em situações em que existem interesses comuns, complementares e opostos, lidando com conflitos, divergências e antagonismos de interesses, ideias e posições". Enquanto a negociação é ato lícito, a negociata envolve trapaça, suspeição e desonestidade, e imputá-lo a outrem sem que possa provar é crime.

Sugiro que aqueles que assistiram o vídeo usado por Fernando Souza, que apontem em que momento há proposta de negociata, pois submetido a especialistas no direito não foi identificada qualquer tentativa de trapaça ou proposta ilegal.


Qual o teor da negociação que se proprunha?


Ora, a quem recorrem os menos favorecidos quando buscam por auxílio? A porta de entrada imediata, de mais fácil acesso à comunidade em estado de vunerabilidade são os CRAS e as Administrações Regionais das cidades. Ocorre que em tempos de pandemia e mesmo antes de ser deflagrada, as administrações regionais do Distrito Federal têm na prática restringido o acesso de alguns seguimentos da comunidade.


Assim, nunca se pretendeu falar tão somente de portas físicas, aquelas se abrem com chaves ou remoção das correntes, são as portas no sentido de oportunidades iguais que há muito foram fechadas e para as quais necessita-se de isenção plena para serem de fato abertas.


A título de exemplo, e em que pese alguns afirmarem com todas as letras que a administração de Ceilândia permaneça de portas abertas, as várias tentativas de agendamento com o Administrador Marcelo Piauí com líderes comunitários, tentadas por meu intermédio serem realizadas foram negadas. Não foram duas ou três tentativas, e muitas são as testemunhas, lideranças por sinal, que não terão aqui seus nomes expostos sob pena de se tornarem também alvo de perseguição política por parte da turma do peleguismo do GDF.


Onde está o princício da impessoalidade na administração pública, senhor Administrador? Cadê a isenção do gestor público?

Abrem as portas físicas, de vidro e metal, mas criam restrições determinando quem pode e quem não pode ter acesso ao administrador. Os mais diversos motivos se interpõem para restrição daqueles que rotularam de “personas non gratas. Barreiras invisíveis que não podem ser afastadas simplesmente destrancando o portão principal da sede da administração.


Com critérios subjetivos, eivados de partidarismo, não olham para demandas de determinados populares por não os reconhecerem como seus correligionários. Ou seja, se é da turma que defende “a situação” tem passagem livre, se é da turma que critica ou peticiona por desassistidos não devotos as portas se fecham.


Portas físicas abertas não são sinônimo de livre acesso à voz, à vez, à palavra e às demandas. O passaporte para entrada na Administração de Ceilândia tem sido o aplauso aos parcos progressos realizados, mas, se sua opinião divergir e você não tiver a intenção de “jogar confete”, enfrentará muitas dificuldades.


Como um Governador que vociferava que “Governo é pra pobre” pode nomear este e tantos outros administradores inacessíveis e totalmente alheios às reais necessidades da região? A era dos administradores que administram apenas para si e para os seus e cantam vitória alegando que muito fez.

Não se governa apenas para os que os elegeram, se governa para toda a população, para os prós e para os contras, para os favoráveis e para os não favoráveis. Mas, na prática, o que se vê na Ceilândia é reflexo da alta administração do Governo do Distrito Federal, ouvidos e atenções voltados apenas para seus apoiadores, administrando de dentro de uma bolha, desconhecendo as mazelas que acomete a tantos, mas, que se não anunciadas pelos seus pupilos são totalmente ignoradas.


O Governador precisa lançar os olhos para fora da bolha, para além daqueles que o circundam aplaudindo seus “grandes feitos” e avistar no horizonte, nada distante, famélicos desassistidos simplesmente porque não se simpatizam politicamente. Que vergonha!

CRAS fechados, Administrações com critérios de acesso subjetivo, essa é a questão. Não se trata de negociar cargo, é criar meios para que TODOS IGUALMENTE SEJAM ATENDIDOS TAL QUAL NOS GARANTE A CONSTITUIÇÃO.


O intuito é e sempre foi de alertar.


Rodolpho Hoth do Reis

Jornalista Registrado reg.n.12.674/DF


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