• Rodolpho Hoth Hoth

Hélvia Paranaguá foi investigada na CPI da Educação do DF por fraudes em licitações

Lembra da CPI da Educação realizada no Distrito Federal durante a gestão de Joaquim Roriz, quando Gibrail Nabih Gebrim, diretor de material da Secretaria de Educação, emprestou seu nome à CPI, chamada de CPI do Gibrail, tamanho seu envolvimento com as irregularidades na Secretaria de Educação do DF?



À época da CPI do Gibrail, a executora de contratos de licitações na Secretaria de Educação, Senhora Hélvia Paranaguá, citada na CPI como uma dos principais articuladores de supostos equemas de fraude nas licitações, durante depoimento, tentou explicar a elevação de 333% nos valores do contratos com pactuados com a Moura Transportes e a Jovem Turismo.


Uma das irregularidades mais comuns era permitir os contratos de licitação vencerem e renová-los de forma emergencial. A CPI também trouxe à tona erros propositais em projetos básicos de licitação para transporte escolar gratuito nas escolas do GDF, como, por exemplo, fazer especificações que apenas uma empresa poderia cumprir, ou seja, direcionamento. Segundo um trecho de uma fita apresentada à CPI por Antônio Ferreira César, funcionário da subsecretaria de Assuntos Operacionais, Hélvia, Elisabeth e Gibrail teriam sido responsáveis pela nomeação dos integrantes da Comissão Permanente de Licitação.


Posteriormente, já no Governo Arruda, Gibrail Gebrim, que deu nome à famosa CPI, atuando como chefe da Unidade de Administração-Geral da Secretaria de Educação, foi investigado pela Polícia Federal, tendo sido alvo de busca e apreensão no mesmo dia de buscas e apreensões realizadas no Instituto Fraterna, presidido por Flávia Arruda e na Associação dos Amigos do Arruda.


Em 16 de fevereiro de 2017 o GDF (via decreto publicado pelo então governador Rodrigo Rollemberg no Diário Oficial), cassou a aposentadoria do Professor Gibrail Gebrim por "prática de atos de improbidade contra os cofres públicos", a cassação decorreu de apurações originadas em 2009 em operações que envolviam grandes nomes como Leonardo Prudente, José Roberto Arruda e Paulo Octávio.


Já a executora, Hélvia Miridan Paranaguá, nomeada Secretária de Estado da Secretaria de Educação do Distrito Federal, teve recomendação de indiciamento pelos crimes de concussão, corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e por infringir a lei das licitações (Lei 8.666/93) em seus artigos 89, 90, 91, 92, 93, 94, 95 e 98, conforme constam das conclusões do Relatório Final da CPI da Educação.



O Relatório Final da CPI da Educação do DF na íntegra você encontra logo abaixo:

Relatório CPI da Educação - CLDF
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A seguir, trechos destacados do referido relatório.


Realização de despesas sem licitação

Imprevidência da área administrativa

Recebimento de "Contribuições"

Gestão antieconômica

Recibos nominais

Passagens aéreas recebidas de empresa contratada

Resta ao leitor suas próprias conclusões não somente com relação à atuação administrativa da Senhora Hélvia Paranaguá, mas também sobre as conexões estabelecidas em governos anteriores e que se perpetuam até hoje, agora, até quando permaneceremos com MAIS DO MESMO há quase duas décadas só depende da escolha consciente dos eleitores do Distrito Federal.


Rodolpho Hoth Hoth

Jornalista reg.n.12674/DF

www.fatosverdades.com



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